- Ela deseja tempos passados, tempos outrora amados
a decadencia, o luxo e o ócio... nunca provados
Sagrado vício... deixa-a sentir, o que ninguém sente
Tanto no corpo, como na mente...
Sente, o vício do sangue, e as noites quentes
Sente os prazeres mortos...
Tragam-lhe o absinto e o ópio, a morfina e os desejos latentes
Algo burlesco...
Deixem-na caminhar superior aos mortais...
Deixem-na caminhar pelas ruas estreitas,
Pelos caminhos enevoados
Pelos corredores de majestosos palácios,
Por sítios belos e abandonados
Deêm-lhe os vestidos... a tentação
E ela disfarça, e provoca sedução
Com um olhar sádico,
Com dentes a morder o lábio
Desejando pescoço, e ombro nu
Deseja o anestésico da alma
Prazer...prazer suave e cru...
Pois que razão tem a vida...
Se vivemos para morrer
Se não para dela tirarmos apenas prazer...
Não vale a pena existir...
Se tal não for o caso,
Dêem-me a garrafa proverbial de vinho
Eu bebo-a e mando-a ao mundo
Mostrei-me o nosso falso deus, e eu subo a cruz
E roubo os pregos para as minhas palmas
Para o lamento de almas...
Entre prosa e história
Desejo e memória
Disfarçem o mundo,
Para ela sentir agora
O que outrora, em séculos perdidos
Em pensamentos esquecidos...
O mundo de prazer que tanto adora.
Dêem a rosa preta a Senhora...
1 Thoughts:
Crias imagens lindas a escrever.
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